A Nutrição Funcional é uma maneira dinâmica de abordar, prevenir e tratar desordens crônicas complexas através da detecção de desequilíbrios clínicos. Estes se manifestam a partir da dieta, da influencia do ar que respiramos, da água que bebemos, dos exercícios e traumas que são processados pelo corpo, mente e espírito. Compreende a interação entre todos os sistemas do corpo.
"Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio" Este é um cantinho para ajuda-los com informações atualizadas para o melhor tratamento da Psoríase.Mas acima de tudo, Creiam em Deus!!! e aliado a uma Alimentação equilibrada vocês terão uma melhor qualidade de vida.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Desintoxicação no tratamento da Psoríase

Hipócrates, o "Pai da Medicina", há quase 2.500 anos, recomendava: "que o teu alimento seja o teu remédio e o teu remédio seja o teu alimento".
Portanto, a cada refeição devemos nos lembrar: amanhã, este alimento será meu sangue.
O que usamos como alimento determina a qualidade de nosso sangue, que por sua vez influencia o desempenho das células, órgãos e sistemas. Se o sangue for rico de nutrientes e desintoxicado, as células serão vigorosas, eficientes, integradas = a saúde verdadeira e vitalidade positiva.
Mas para acordar o organismo para esta nova forma de “viver”, é preciso:
- Estar diariamente buscando uma nova forma de alimentar-se.
- Estar periodicamente permitindo o alívio das cargas tóxicas presentes no organismo.
-Ter domínio Próprio.
O fígado é um dos principais órgãos do corpo humano e possui importante função no processo de biotransformação de toxinas ou substâncias biologicamente ativas. Ele entra em ação para transformar essas substâncias, normalmente de característica lipídica, em substâncias hidrossolúveis – forma química que permite a eliminação pela urina, fezes e bile. Esse processo é necessário para que as substâncias não se bioacumulem no organismo e promovam efeitos prejudiciais à saúde. Esse processo de destoxificação ocorre em todas as células, porém principalmente no fígado e intestino, de maneira contínua.
O estilo de vida atual, bem como as condições do meio ambiente, expõe o organismo humano a diferentes tipos de toxinas diariamente, exigindo um ótimo processo endógeno de destoxificação. Além dessas toxinas ambientais, diversas substâncias presentes nos alimentos também podem agir como xenobióticos, tais como agrotóxicos, hormônios, substâncias alergênicas, aditivos alimentares, entre outros. Nesse sentido, diferentemente do que exposto na reportagem supracitada, alguns alimentos podem ser tóxicos, tanto em grandes como em pequenas quantidades.
Considerando que os hábitos alimentares se perpetuam ao longo dos anos e os indivíduos consomem determinados tipos de alimentos com bastante frequência e por longos períodos, em alguns momentos da vida pode ser necessária a aplicação da dieta de destoxificação. Porém, essa dieta deve obrigatoriamente ser individualizada e supervisionada por um profissional nutricionista capacitado, que tenha profundos conhecimentos sobre Nutrição Funcional.
É importante destacar que essa conduta nutricional tem como objetivo retirar da alimentação diária os principais alimentos que podem ser prejudiciais para o indivíduo, bem como excluir temporariamente outros alimentos que são consumidos com muita frequência, como por exemplo, carne vermelha, açúcares, laticínios, alimentos industrializados ricos em aditivos químicos, incluindo alimentos enlatados, embutidos e refinados, além de refrigerantes e sucos artificiais.
Em contrapartida, diversos outros alimentos são incluídos na dieta diária, tais como arroz integral, sucos naturais, muitas frutas, saladas variadas cruas, legumes cozidos, diferentes tipos de leguminosas, ovo, entre outros. Essa inclusão se faz necessária, pois o processo de destoxificação adequado é totalmente dependente de diversos nutrientes, que devem ser obtidos por meio de uma alimentação nutricionalmente completa. Em alguns casos, somente sob supervisão, a suplementação nutricional pode ser necessária. É fundamental também uma adequada ingestão de líquidos, já que a maioria das reações químicas do metabolismo orgânico ocorre em meio aquoso.
Referências Bibliográficas
PASCHOAL, V.; NAVES, A.; FONSECA, A.B.P.B.L. Nutrição Clínica Funcional: Dos princípios à prática clínica. VP Editora, 2008.
LEVIN, B. Environmental nutrition: understanding the link between environment, food quality and disease. Washington: Hingepin Pub, 1999.
JONES, D. Textbook of functional medicine. Florida: The Institute for Functional Medicine, 2006.
HAAS, E.M. The Detox Diet: A How-to & When-to Guide for Cleansing the Body. Berkley: Celestial Arts Publishing, 1996.
THE INSTITUTE FOR FUNCTIONAL MEDICINE. Detoxication: A Clinical Monograph. Gig Harbor: The Institute for Functional Medicine, 1999.
Outras dicas da Nutricionista:
-Inicie o dia com um bom COPO DE ÁGUA MINERAL;
-Tome em jejum SUCOS DESINTOXICANTES;
-Jamais fique sem tomar o DESJEJUM;
-Evite alimentos INDUSTRIALIZADOS e BEBIDAS ALCOOLICAS;
-Evite alimentos com GLÚTEN (trigo,aveia,cevada,centeio,mate).
Aloe Vera na Bíblia
- Provérbio 7:17 - Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e canela.
- João 19:39 - E foi também Nicodemos (aquele que anteriormente se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem arráteis de um composto de mirra e aloés.
terça-feira, 17 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Tipo de Psoríase
terça-feira, 10 de maio de 2011
Psoríase e Glúten
A psoríase é uma doença autoimune, inflamatória, mediada pelas células T, dependente de um componente genético e subordinada a fatores ambientais que promovem a formação de uma resposta imune contra auto-antígenos desconhecidos na pele e nas articulações. As doenças autoimunes e inflamatórias estão vinculadas a um componente genético e ao meio ambiente, tendo como fator desencadeador o estresse, a presença de vírus, bactérias e, no caso da psoríase, até mesmo uma sensibilidade ao glúten, dependendo da individualidade bioquímica de cada paciente. é sabido, que na doença celíaca, o paciente apresenta uma enteropatia crônica, glúten-dependente, e, quando de sua ingestão, a resultante é uma resposta imune desapropriada, mediada pelas células T, nas pessoas com essa predisposição genética. A avaliação clínica de um paciente com psoríase não pode prescindir da coleta de exames complementares como os anticorpos IgA e IgG antigliadina, anti-endomísio e antitransglutaminase, para afastar a possibilidade de ser portador de uma sensibilidade latente ao glúten ou de doença celíaca, uma vez que o paciente pode apresentar uma sensibilidade ao glúten sem ter a presença de enteropatia e sem que o exame histológico dos intestinos contenha qualquer anormalidade. Nesse caso, uma dieta isenta de glúten deve ser prescrita até que se obtenha a resposta clínica, que, dependendo de cada indivíduo, pode ocorrer em um breve espaço de tempo ou, até mesmo, durar de 6 meses a um ano.
Fonte:Leda Maria Gaudencio Moreira Lima
Cerca de 3 milhões de Brasileiros sofrem com psoríase
A psoríase é uma enfermidade crônica inflamatória, não contagiosa, que afeta a pele, couro cabeludo, unhas e mucosas e atinge cerca 190 milhões de pessoas no mundo (2 a 3% da população) e por volta de 3 milhões somente no Brasil. Porém, estima-se que somente 5% dos pacientes esteja em tratamento.
“Embora a psoríase tenha causa ainda não conhecida, sabe-se que as escamas ocorrem porque as células da pele se reproduzem com rapidez excessiva”, explica Dra. Leticia Secco, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Normalmente, a pele leva de 21 a 28 dias para ser substituída, mas nas pessoas com psoríase, as células se reproduzem de maneira muito rápida, entre 2 e 6 dias, o que explica o aspecto espessado da pele”, completa.
Existe uma suspeita que os Linfócitos T, células encarregadas de defender o organismo de qualquer ataque inimigo, estimulem a proliferação de células epidérmicas, provocando a queratinização acelerada e a inflamação da pele. Além disso, estatísticas mostram que um indivíduo que tenha um dos pais com a doença, tem 14% de probabilidade de sofrer de psoríase. Quando ambos os pais sofrem com a doença, as cifras aumentam para 40%.
http://www.corposaun.com/cerca-de-3-milhoes-de-brasileiros-sofrem-com-psoriase/14616/
Pesquisadores afirmam que psoríase aumenta risco cardíaco
A psoríase aumenta o risco de problemas cardiovasculares, segundo conclusão de pesquisadores do Hospital Universitário Gentofte, na Dinamarca.
A doença, que causa descamações na pele e atinge três milhões de brasileiros, por muito tempo, foi considerada exclusivamente um problema de pele. Mas recentemente, passou a ser associada a outras complicações no corpo, entre elas, problemas cardíacos. Além de ser reconhecida como uma doença inflamatória crônica. Essa associação vale em particular para quem sofre das formas moderada ou grave (10% a 20% dos pacientes) da psoríase.
Os pesquisadores acompanharam durante dez anos, as complicações ocorridas em mais de 40 mil pacientes com psoríase e as compararam com a população sem a doença. Foram excluídos outros fatores de risco que poderiam desencadear um problema cardíaco.
Os resultados mostram dados preocupantes: a psoríase moderada ou grave eleva em 24% o risco de a pessoa sofrer um infarto, em 45% o risco de ter um AVC (acidente vascular cerebral) e em 51% a probabilidade de o doente ter arritmias.
Nos doentes com a forma mais leve da psoríase, os pesquisadores não encontraram aumento significativo do risco de infarto, mas constataram que o risco de sofrer um AVC é 19% maior e o de arritmias, 22% mais alto.
Para Ole Ahlehoff, principal autor do estudo, é preciso reconsiderar o tratamento dos doentes com psoríase. Segundo o médico mudanças no estilo de vida e triagem paracolesterol alto e hipertensão mais cedo do que o previsto devem ser priorizados.
De acordo com o dermatologista Cid Sabbag, chefe do ambulatório de psoríase do Hospital Ipiranga, em São Paulo, os problemas cardiovasculares podem surgir em decorrência da inflamação crônica, que pode modificar o processo vascular e alterar as paredes dos vasos sanguíneos.
O risco apontado faz com que pacientes com psoríase tenham sua saúde cardíaca monitorada mais de perto, com tratamento multidisciplinar, afirmam os pesquisadores.
Fonte:
http://www.corposaun.com/psoriase-risco-cardiaco/13589/
PSORÍASE ELEVA RISCO DE PROBLEMA CARDÍACO
Por muito tempo, essa doença foi considerada exclusivamente um problema de pele. Mais recentemente, passou a ser associada a outras complicações no corpo, entre elas, problemas cardíacos.
Essa associação vale em particular para quem sofre das formas moderada ou grave (10% a 20% dos pacientes) da psoríase.
Por dez anos, pesquisadores do Hospital Universitário Gentofte, na Dinamarca, acompanharam as complicações em mais de 40 mil pacientes com psoríase e as compararam com a população sem a doença. Foram excluídos outros fatores de risco que poderiam desencadear um problema cardíaco.
Os resultados mostram dados preocupantes: a psoríase moderada ou grave eleva em 24% o risco de a pessoa sofrer um infarto, em 45% o risco de ter um AVC (acidente vascular cerebral) e em 51% a probabilidade de o doente ter arritimias.
Nos pacientes com a forma leve da psoríase, os pesquisadores não encontraram aumento significativo do risco de infarto, mas constataram que o risco de sofrer um AVC é 19% maior e o de arrtimias, 22% mais alto.
"Precisamos reconsiderar o tratamento dos doentes com psoríase: devem ser priorizadas mudanças no estilo de vida e triagem para colesterol alto e hipertensão mais cedo do que o previsto", afirmou Ole Ahlehoff, principal autor do estudo.
Doença inflamatória
Segundo a dermatologista Valéria Petri, responsável pela unidade de psoríase da Universidade Federal de São Paulo, faz pouco que a psoríase foi reconhecida como uma doença inflamatória crônica.
"Sabemos, hoje, que ela requer cuidados multidisciplinares, envolvendo reumatologistas, dermatologistas, cardiologistas e nutricionistas", diz.
De acordo com o dermatologista Cid Sabbag, chefe do ambulatório de psoríase do Hospital Ipiranga, os problemas cardiovasculares podem surgir em decorrência da inflamação crônica, que pode modificar o processo vascular e alterar as paredes dos vasos sanguíneos.
Outra possível explicação são os efeitos colaterais dos medicamentos usados no tratamento da doença. "Muitos causam alterações nos índices de colesterol e triglicérides no sangue. Isso aumenta o risco de doenças no coração", diz Sabbag.
O que recomendo aos meus pacientes com PSORÍASE?
Aloe Vera em Gel
Nosso maior epitélio e nossa pele, mas inclui-se também o tecido do aparelho digestivo, os tubos dos brônquios e o aparelho genital. Sua ação natural antiinflamatória e antimicrobiana, combinadas com agentes nutricionais, promove o crescimento celular. Não é útil somente às pessoas que possuem problemas, porque todos que utilizam a Aloe relatam que ela traz uma sensação de bem-estar; dizem que se sentem bem, mais calmos e menos ansiosos. Isso pode ocorrer devido ao efeito da Aloe no sistema imunológico, que se equilibra e apura, trabalhando de forma mais eficiente na defesa do organismo.
Deseja mais informações? Entre em contato. monicamtcosta@yahoo.com.br
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Consumo de Cerveja pode aumentar risco de doença de pele em mulheres
Estudo feito por pesquisadores da Harvard Medical School, em Boston, apontou que mulheres que usualmente consomem cerveja, têm maior probabilidade de contrair psoríase. A crônica doença de pele tem o dobro de chances de ocorrer para aquelas que tomam até cinco cervejas por semana, em comparação com outras que não bebem. O risco fica em torno de 72% para mulheres tem média de consumo semanal de 2,3 cervejas, e 130% para as que tem o costume de beber cinco copos por semana.
A pesquisa foi feita com cerca de 82 mil enfermeiras, com idades entres 24 a 44 anos. O espaço de tempo estudado para seus hábitos de consumo foi de 1991 a 2005. Há indícios no estudo de que a cevada com glúten, composto usado na fermentação da bebida, poderia causar a elevação do risco da doença em mulheres.
Outro dado da conta que mulheres que bebem cerveja sem álcool, destilados ou vinho, não apresentam tal aumento.
Por Oscar Ariel
Psoríase – Pesquisa traça perfil dos portadores
Diagnosticada como uma doença genética e de causas desconhecidas, a psoríase, segundo o primeiro levantamento epidemiológico feito no Brasil, atinge em sua grande maioria mulheres com idade média de 43 anos.
Dados da pesquisa, realizada pelo Centro Brasileiro de Psoríase e Vitiligo também apontam que dos entrevistados, 77% afirmam que a doença prejudica sua qualidade de vida, 51% evitam certas atividades por conta da doença e 18% já foram afastados do trabalho.
A Psoríase é caracterizada por placas avermelhadas na pele, pequenas lesões descamativas, que na maioria das vezes coçam. Seu diagnóstico pode ser clínico e confirmado por biópsia, para revelar um quadro bem característico.
Muito se fala sobre a influência dos aspectos emocionais na evolução da doença, porém, segundo o Centro Brasileiro de Psoríase e Vitiligo, já é confirmado que a psoríase faz parte das chamadas doenças Imuno-Mediadas* e precisa de fatores desencadeantes para o seu surgimento.
*quando o sistema imunológico se descontrola e agride o próprio corpo.
Possíveis Causas
- traumas cutâneos: na maioria dos portadores há o Fenômeno de Koebner ou Fenômeno Isomórfico, no qual um trauma repetido na pele sã pode desencadear lesões de psoríase. Isso talvez explique porque é mais comum aparecer nos cotovelos, joelhos (devido a atritos na mesa ou em roupas) e couro cabeludo (por escovas e pentes). Deve-se, portanto, evitar agredir a pele. Lembrar que a exposição ao sol é benéfica, mas queimaduras solares não são.
- infecções: amigdalites ou faringites por bactérias (tipo estreptocócicas) são desencadeantes comuns da psoríase, ocorrendo geralmente o primeiro episódio agudo em crianças ou jovens. Tem aparência de gotas e porisso é chamada psoríase gutata. Infecções por vírus também podem desencadear psoríase. No doente com infecção pelo HIV há piora na pele. Os fungos causadores de micoses, como candidíase vaginal, também podem levar à piora da psoríase.
- medicamentos: é importante o médico assistente saber a existência da psoríase de seu cliente, pois algumas drogas podem desencadear ou agravar a doença. A mais comum das drogas é o corticóide (corticosteróide), via oral ou injetável que pode transformar um quadro leve em severo. Há estudos que demonstram que até mesmo a pomada de corticóides potentes, quando usada em áreas extensas do corpo, pode ser absorvida e causar o efeito sistêmico. Outras drogas relacionadas são os betabloqueadores para doenças cardíacas; o lítio para alterações psiquiátricas; os antimaláricos e alguns antiinflamatórios para dores ou reumatismo.
- emocional: o estresse psíquico intenso ou constante, na maioria dos pacientes, pode desencadear ou agravar a evolução. Porém, pode ocorrer o inverso, isto é, ajudar no controle ou desaparecimento. Hoje, estudos na área da psiconeuroimunologia confirmam suspeitas a esse respeito por médicos, pacientes e familiares.
- ingestão de bebidas alcoólicas: pode piorar ou afetar os efeitos das medicações para psoríase.
- outros fatores: tabagismo pesado; distúrbios hormonais e metabólicos; variações climáticas e outros, já foram relacionados à evolução da psoríase.
*Com informações da Folha de São Paulo e da Clínica Sabbag
http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2009/09/29/psoriase-–-pesquisa-traca-perfil-dos-portadores/
ligações genéticas à psoríase
Link
http://emedix.uol.com.br/not/not2008/08abr03der-plo-run-psoriase.php
Muito mais que pomadas e sol para tratar psoríase: Nutrição!
A psoríase é uma doença de caráter inflamatório que acomete a pele e pode se manifestar de diferentes formas e intensidades, em diferentes faixas etárias. A lesão de pele observada se caracteriza por hiperproliferação epidérmica, diferenciação anormal dos queratinócitos e recrutamento de células imunes, como linfócitos T, que secretam substâncias inflamatórias no local da lesão, potencializando a vermelhidão, coceira e aspecto de ferida.
Na edição de dezembro de 2009 da revista Viva Saúde a reportagem “A forma certa de tratar psoríase” cita alguns fatores desencadeadores da doença, além de indicar que o controle pode ser feito com medicamentos tópicos, orais ou injetáveis de acordo com o grau de severidade da doença. Além disso, enfatiza a importância do sol na melhora das lesões. Porém, não cita a importância da nutrição.
Independente da atividade da doença, pacientes com psoríase tendem a apresentar um perfil lipídico sanguíneo desfavorável, com aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos, e menores níveis de betacaroteno, vitaminas A e E no sangue, indicando a associação da doença com estresse oxidativo e risco cardiovascular, condições que aumentam a inflamação sistêmica.
Os profissionais de saúde devem planejar uma estratégia terapêutica abrangente para o tratamento da psoríase com foco na modulação do sistema imune, prevenção dos fatores de risco cardiovasculares, correção de deficiências nutricionais e eliminação de fatores externos (dietéticos ou não) que impõem algum tipo de estresse ao organismo.
A exposição solar melhora as lesões de pele provavelmente por promover a síntese de vitamina D3, a partir de seu precursor presente na pele. A vitamina D ativa modula a proliferação epidérmica, diferenciação e inflamação cutânea. A identificação de polimorfismos genéticos no receptor dessa vitamina em pacientes coreanos com psoríase e a eficácia de análogos da vitamina D no tratamento confirmam a importância desse nutriente na modulação da doença. Banhos de sol nos horários recomendados devem fazer parte do dia-a-dia desses pacientes sempre que possível. Como a vida moderna dificulta esse hábito, deve-se considerar a necessidade e possibilidade de suplementação.
O consumo de fibras deve ser avaliado, e caso identifique-se quantidade insuficiente é necessário aumentar a ingestão para ajudar no controle dos lipídios sanguíneos. O consumo de frutas, vegetais e produtos integrais, além de oferecer fibras, fornecem compostos bioativos e vitaminas com propriedades antioxidantes, importante para o controle do estresse oxidativo, e outras funções mais específicas. A vitamina A desempenha papel no controle da proliferação e diferenciação celular e do processo de queratinização. Já a vitamina E protege os lipídios sanguíneos de sofrerem oxidação e consequentemente ativarem o sistema imune e inflamação sistêmica.
Não existe consenso quanto à suplementação dessas vitaminas para tratar a psoríase, mas a dieta pode ser enriquecida com fontes alimentares das mesmas. Oleaginosas, óleos vegetais extravirgem (oliva, macadâmia, pepita de uva) e abacate contribuem com a ingestão de vitamina E, enquanto ovos, vegetais folhosos e frutas alaranjadas fornecem vitamina A pré-formada e o precursor da vitamina A (betacaroteno). O zinco é importante para a mobilização da vitamina A no fígado e seu transporte adequado na circulação. Além disso, desempenha função no sistema de defesa antioxidante enzimático, no processo de cicatrização e na regulação das atividades do sistema imune. Como pacientes com psoríase apresentam tendência a níveis menores de zinco, atenção deve ser dada a este mineral e suas fontes alimentares como ostras, peixes, carnes, cereais integrais e leguminosas.
Estudos com infusão de emulsão lipídica rica em ácidos graxos essenciais ômega-3 mostram os efeitos positivos na melhora da atividade da doença ao reduzir o valor do índice utilizado para classificar a gravidade das lesões, principalmente em quadros severos. A via de administração intravenosa em relação à via oral apresenta a vantagem de disponibilizar mais rapidamente esses ácidos graxos essenciais para as células, mas é mais complicada e desconfortável para o paciente (importante lembrar que essa via de administração não pode ser prescrita pelo nutricionista). A incorporação desses lipídios na membrana celular reduz a liberação de substâncias inflamatórias e modula o sistema imune. As doses utilizadas geralmente ultrapassam os níveis potencialmente obtidos a partir dos alimentos usualmente consumidos, muitas vezes sendo necessária a suplementação com cápsulas de óleo de peixe ou linhaça. Além de aumentar a quantidade de w-3 na dieta, é importante adequar a quantidade de ácidos graxos essenciais w-6, usualmente ingeridos em quantidades elevadas. O excesso de w-6 na dieta favorece a produção de substâncias pró-inflamatórias. Óleos vegetais utilizados para a cocção como o de milho, girassol e algodão apresentam elevada proporção desse ácido graxo, e devem ser evitados. O óleo de soja é bastante acessível e pode ser utilizado com moderação uma vez que apresenta menor proporção desses ácidos graxos. Além disso, deve-se dar preferência aos cortes de carnes mais magros, uma vez que a gordura animal visível e intramuscular é rica em ácidos graxos saturados, colesterol e ácidos graxos w-6, que contribuem também para doenças cardiovasculares. O consumo de peixes deve ser estimulado e introduzido nas refeições com maior frequência.
A introdução de uma dieta rica em antioxidantes e nos nutrientes já citados é fundamental. Mas não podemos esquecer que eliminar fatores que contribuem para a ativação exagerada do sistema imune também é essencial. Alergias ou sensibilidades a alguns alimentos devem ser identificadas para retirada dos mesmos do hábito alimentar. Alguns trabalhos têm indicado que pacientes com psoríase apresentam anticorpos contra a fração da proteína presente principalmente no trigo, cevada e centeio, o glúten. Para estes pacientes, uma dieta livre de glúten pode resultar em melhora clínica significativa. O consumo de bebidas alcoólicas também merece atenção, devendo ser evitado, principalmente nos períodos de exacerbação, uma vez que o uso de medicação é intensificado e a maioria dessas pode ter impacto hepatotóxico.
Os gatilhos relacionados à manifestação ou exacerbação da doença são muitos. Os cuidados com a nutrição não curam, mas melhoram muito, principalmente quando associados aos banhos de sol, terapias para redução de estresse emocional e ansiedade. A genética pode ter um peso importante e a ciência da nutrigenômica tende a avançar na produção de conhecimentos que confirmem o poder da nutrição, mostrando a possibilidade de silenciar ou ativar alguns genes a partir de nutrientes ou substâncias alimentares que contribuam para a melhora ou exacerbação da condição clínica de algumas doenças como a psoríase.
** Texto elaborado pela Dra. Tatiana Fiche Salles Teixeira, aluna bolsista do curso de Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP Consultoria Nutricional/ Divisão Ensino e Pesquisa.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Melhor escolha dos Alimentos
O que devo evitar ou deixa de consumir durante o tratamento?
*Evitar bebidas ácidas como: Refrigerantes,álcool, sucos ácidos, sucos artificiais,iogurtes e semelhantes,vinagres...
*Carne em geral principalmente carne de PORCO.
*Evite gorduras em geral, principalmente animal.
*ALIMENTOS ÁCIDOS: vinagres, limão, laranja, abacaxi,tomate, morango, frutas ácidas, macarrão só sem ovos e sem molho de tomate, tem que ser alho e azeite virgem.
*Evitar alimentos que contenha Glúten como:trigo, cevada, aveia, triticale e centeio. (macarrão, pães, biscoitos, bolos, pizza etc.) Isso para alguns pacientes, depende do caso! Deve ser avaliado.
Omega 3 é alternativa anti-inflamatória e anti-oxidante
Semente de linhaça
Castanhas e nozes
Arctic-Sea Super Omega-3
Código 39 - 60 cápsulas
SoftGel (*)
Óleo Super Ômega-3 - Óleos polinsaturados (Ômega-3) de peixes de águas frias e azeite de oliva. Favorece a formação do BOM colesterol.
Dose recomendada: 1 a 2 cápsulas por dia.
Embalagem: 60 CÁPSULAS SOFTGEL.
Os ácidos graxos formam um conjunto












